CPC 02 - MINUTA M1

CPC 03 - Demonstração dos Fluxos de Caixa


CPC_03(R2)


 

 

 

 

 

 

Objetivo

 

Informações sobre o fluxo de caixa de uma entidade são úteis para proporcionar aos usuários das demonstrações contábeis uma base para avaliar a capacidade de a entidade gerar caixa e equivalentes de caixa, bem como as necessidades da entidade de utilização desses fluxos de caixa.  As  decisões  econômicas  que  são  tomadas  pelos  usuários  exigem  avaliação  da capacidade de a entidade gerar caixa e equivalentes de caixa, bem como da época de sua ocorrência e do grau de certeza de sua geração.

 

O objetivo deste Pronunciamento Técnico é requerer a prestação de informações acerca das alterações históricas de caixa e equivalentes de caixa da entidade por meio de demonstração dos fluxos de caixa que classifique os fluxos de caixa do período por atividades operacionais, de investimento e de financiamento.

 

Alcance

 

1.      A entidade deve elaborar a demonstração dos fluxos de caixa de acordo com os requisitos deste Pronunciamento Técnico e deve apresentá-la como parte integrante das suas demonstrões contábeis apresentadas ao final de cada período.

 

2.      (Eliminado)

 

3.      Os usuários das demonstrões contábeis de uma entidade estão interessados em saber como a entidade gera e utiliza caixa e equivalentes de caixa. Esse é o ponto, independentemente da natureza das atividades da entidade, e ainda que o caixa seja considerado como produto da entidade, como pode ser o caso de instituição financeira. As entidades necessitam de caixa essencialmente pelas mesmas razões, por mais diferentes que sejam as suas principais atividades geradoras de receita. Elas precisam de caixa para levar a efeito suas operações, pagar suas obrigações e proporcionar um retorno para seus investidores. Assim sendo, este Pronunciamento Técnico requer que todas as entidades apresentem demonstração dos fluxos de caixa.


 

 

Benefícios da informação dos fluxos de caixa

 

4.      A  demonstração   dos   fluxos   de  caixa,   quando   usada  em   conjunto   com   as   demais demonstrões contábeis, proporciona informações que permitem que os usuários avaliem as mudanças nos ativos líquidos da entidade, sua estrutura financeira (inclusive sua liquidez e solvência) e sua capacidade para mudar os montantes e a época de ocorrência dos fluxos de caixa, a fim de adaptá-los às mudanças nas circunstâncias e oportunidades. As informações sobre os fluxos de caixa são úteis para avaliar a capacidade de a entidade gerar caixa e equivalentes  dcaixa  e  possibilitam  aos  usuários  desenvolver  modelos  para  avaliar  e comparar  o  valor  presente  dos  fluxos  de  caixa  futuros  de  diferentes  entidades.  A demonstração dos fluxos de caixa também concorre para o incremento da comparabilidade na apresentação do desempenho operacional por diferentes entidades, visto que reduz os efeitos decorrentes do uso de diferentes critérios contábeis para as mesmas transões e eventos.

 

5.      Informações históricas dos fluxos de caixa são frequentemente utilizadas como indicador do montante, época de ocorrência e grau de certeza dos fluxos de caixa futuros. Também são úteis para averiguar a exatidão das estimativas passadas dos fluxos de caixa futuros, assim como para examinar a relação entre lucratividade e fluxos de caixa líquidos e o impacto das mudanças de preços.

 

Definições

 

6.      Os seguintes termos são usados neste Pronunciamento Técnico, com os significados abaixo especificados:

 

Caixa compreende numerário em espécie e depósitos banrios disponíveis.

 

Equivalentes de caixa são aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez, que são prontamente conversíveis em montante conhecido de caixa e que estão sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor.

 

Fluxos de caixa são as entradas e saídas de caixa e equivalentes de caixa.

 

Atividades operacionais são as principais atividades geradoras de receita da entidade e outras atividades que não são de investimento e tampouco de financiamento.

 

Atividades de investimento são as referentes à aquisição e à venda de ativos de longo prazo e de outros investimentos não incluídos nos equivalentes de caixa.

 

Atividades de financiamento são aquelas que resultam em mudanças no tamanho e na composição do capital próprio e no capital de terceiros da entidade.

 

Caixa e equivalentes de caixa

 

7.      Os equivalentes de caixa são mantidos com a finalidade de atender a compromissos de caixa de curto prazo e, não, para investimento ou outros propósitos. Para que um investimento seja


 

 

qualificado como equivalente de caixa, ele precisa ter conversibilidade imediata em montante conhecido de caixa e estar sujeito a um insignificante risco de mudança de valor. Portanto, um investimento normalmente qualifica-se como equivalente de caixa somente quando tem vencimento de curto prazo, por exemplo, três meses ou menos, a contar da data da aquisição. Os investimentos em instrumentos patrimoniais (de patrimônio líquido) não estão contemplados   no   conceit de   equivalentes   de   caixa a   menos   que   eles   sejam, substancialmente, equivalentes de caixa, como, por exemplo, no caso de ões preferenciais resgaveis que tenham prazo definido de resgate e cujo prazo atenda à definição de curto prazo.

 

8.      Empréstimos  bancários  são  geralmente  considerados  como  atividades  de  financiamento.

Entretanto, saldos bancários a descoberto, decorrentes de empréstimos obtidos por meio de instrumentos como cheques especiais ou contas correntes garantidas que são liquidados em curto lapso temporal compõem parte integral da gestão de caixa da entidade. Nessas circunstâncias, saldos banrios a descoberto são incluídos como componente de caixa e equivalentes de caixa. Uma característica desses arranjos oferecidos pelos bancos é que frequentemente os saldos flutuam de devedor para credor.

 

9.      Os fluxos de caixa excluem movimentos entre itens que constituem caixa ou equivalentes de caixa porque esses componentes são parte da gestão de caixa da entidade e, não, parte de suas atividades operacionais,  de investimento e de financiamento. A gestão  de caixa inclui o investimento do excesso de caixa em equivalentes de caixa.

 

Apresentação da demonstração dos fluxos de caixa

 

10.    A  demonstração  dos  fluxos  de  caixa  deve  apresentar  os  fluxos  de  caixa  do  período classificados por atividades operacionais, de investimento e de financiamento.

 

11.    A entidade deve apresentar seus fluxos de caixa advindos das atividades operacionais, de investimento e de financiamento da forma que seja mais apropriada aos seus negócios. A classificação por atividade proporciona informações que permitem aos usuários avaliar o impacto de tais atividades sobre a posição financeira da entidade e o montante de seu caixa e equivalentes de caixa. Essas informações podem ser usadas também para avaliar a relação entre essas atividades.

 

12.    Uma única transação pode incluir fluxos de caixa classificados em mais de uma atividade. Por exemplo, quando o desembolso de caixa para pagamento de empréstimo inclui tanto os juros como o principal, a parte dos juros pode ser classificada como atividade operacional, mas a parte do principal deve ser classificada como atividade de financiamento.

 

Atividades operacionais

 

13.    O montante dos fluxos de caixa advindos das atividades operacionais é um indicador chave da extensão pela qual as operações da entidade têm gerado suficientes fluxos de caixa para amortizar empréstimos, manter a capacidade operacional da entidade, pagar dividendos e juros sobre o capital próprio e fazer novos investimentos sem recorrer a fontes externas de


 

 

financiamento. As informações sobre os componentes específicos dos fluxos de caixa operacionais históricos são úteis, em conjunto com outras informações, na projeção de fluxos futuros de caixa operacionais.

 

14.   Os fluxos de caixa advindos das atividades operacionais são basicamente derivados das principais atividades geradoras de receita da entidade. Portanto, eles geralmente resultam de transações e de outros eventos que entram na apuração do lucro líquido ou prejuízo. Exemplos de fluxos de caixa que decorrem das atividades operacionais são:

 

(a)  recebimentos de caixa pela venda de mercadorias e pela prestação de serviços;

 

(b)  recebimentos de caixa decorrentes de royalties, honorários, comissões e outras receitas; (c)  pagamentos de caixa a fornecedores de mercadorias e serviços;

(d)  pagamentos de caixa a empregados ou por conta de empregados;

 

(e)  recebimentos e pagamentos de caixa por seguradora de prêmios e sinistros, anuidades e outros benecios da alice;

 

(f pagamentos ou restituição de caixa de impostos sobre a renda, a menos que possam ser especificamente identificados com as atividades de financiamento ou de investimento; e

 

(g)  recebimentos e pagamentos de caixa de contratos mantidos para negociação imediata ou disponíveis para venda futura.

 

Algumas transações, como a venda de item do imobilizado, podem resultar em ganho ou perda, que é incluído na apuração do lucro líquido ou prejuízo. Os fluxos de caixa relativos a tais transações são fluxos de caixa provenientes de atividades de investimento. Entretanto, pagamentos em caixa para a produção ou a aquisição de ativos mantidos para aluguel a terceiros que, em sequência, são vendidos, conforme descrito no item 68A do Pronunciamento Técnico  CPC  27  -  Ativo  Imobilizado,  são  fluxos  de  caixa  advindos  das  atividades operacionais. Os recebimentos de aluguéis e das vendas subsequentes de tais ativos são também fluxos de caixa das atividades operacionais.

 

15.    A entidade pode manter títulos e empréstimos para fins de negociação imediata ou futura (dealing or trading purposes), os quais, no caso, são semelhantes a estoques adquiridos especificamente para revenda. Dessa forma, os fluxos de caixa advindos da compra e venda desses títulos são classificados como atividades operacionais. Da mesma forma, as antecipações de caixa e os empréstimos feitos por instituições financeiras são comumente classificados como atividades operacionais, uma vez que se referem à principal atividade geradora de receita dessas entidades.

 

Atividades de investimento

 

16.    A divulgação em separado dos fluxos de caixa advindos das atividades de investimento é importante em função de tais fluxos de caixa representarem a extensão em que os dispêndios de recursos são feitos pela entidade com a finalidade de gerar lucros e fluxos de caixa no futuro.  Somente  desembolsos  que  resultam  em  ativo  reconhecido  nas  demonstrões contábeis são passíveis de classificação como atividades de investimento. Exemplos de fluxos de caixa advindos das atividades de investimento são:


 

 

(a)  pagamentos em caixa para aquisição de ativo imobilizado, intangíveis e outros ativos de longo prazo. Esses pagamentos incluem aqueles relacionados aos custos de desenvolvimento ativados e aos ativos imobilizados de construção própria;

 

(b)  recebimentos de caixa resultantes da venda de ativo imobilizado, intangíveis e outros ativos de longo prazo;

 

(c)  pagamentos em caixa para aquisão de instrumentos patrimoniais ou instrumentos de dívida de outras entidades e participões societárias em joint ventures (exceto aqueles pagamentos referentes a títulos considerados  como equivalentes de caixa ou aqueles mantidos para negociação imediata ou futura);

 

(d)  recebimentos   de   caixa   proveniente da   venda   de   instrumentos   patrimoniais   ou instrumentos de dívida de outras entidades e participões societárias em joint ventures (exceto aqueles recebimentos referentes aos títulos considerados como equivalentes de caixa e aqueles mantidos para negociação imediata ou futura);

 

(e)  adiantamentos em caixa e empréstimos feitos a terceiros (exceto aqueles adiantamentos e empréstimos feitos por instituição financeira);

 

(f)   recebimentos de caixa pela liquidação de adiantamentos ou amortização de empréstimos concedidos a terceiros (exceto aqueles adiantamentos e empréstimos de instituição financeira);

 

(g)  pagamentos em caixa por contratos futuros, a termo, de opção e swap, exceto quando tais contratos forem mantidos para negociação imediata ou futura, ou os pagamentos forem classificados como atividades de financiamento; e

 

(h)  recebimentos de caixa por contratos futuros, a termo, de opção e swap, exceto quando tais contratos forem mantidos para negociação imediata ou venda futura, ou os recebimentos forem classificados como atividades de financiamento.

 

Quando um contrato for contabilizado como proteção (hedge) de posição identifivel, os fluxos  de  caixa  do  contrato  devem  ser  classificados  do  mesmo  modo  como  foram classificados os fluxos de caixa da posição que estiver sendo protegida.

 

Atividades de financiamento

 

17.   A divulgação separada dos fluxos de caixa advindos das atividades de financiamento é importante por ser útil na predição de exigências de fluxos futuros de caixa por parte de fornecedores de capital à entidade. Exemplos de fluxos de caixa advindos das atividades de financiamento são:

 

(a)  caixa recebido pela emissão deões ou outros instrumentos patrimoniais;

 

(b)  pagamentos em caixa a investidores para adquirir ou resgatar ões da entidade;

 

(c)  caixa  recebido  pela  emissão  de  debêntures,  empréstimos,  notas  promissórias,  outros títulos de dívida, hipotecas e outros empréstimos de curto e longo prazos;

 

(d)  amortização de empréstimos e financiamentos; e

 

(e)  pagamentos em caixa pelo arrendatário para redução do passivo relativo a arrendamento mercantil financeiro.


 

 

 

 

Apresentação dos fluxos de caixa das atividades operacionais

 

18.    A  entidade  deve  apresentar  os  fluxos  de  caixa  das  atividades  operacionais,  usando alternativamente:

 

(a)  o  método  direto,  segundo  o  qual  aprincipais  classes  de  recebimentos  brutos  e pagamentos brutos são divulgadas; ou

 

(b)  o método indireto, segundo o qual o lucro líquido ou o prejuízo é ajustado pelos efeitos de transações que não envolvem caixa, pelos efeitos de quaisquer diferimentos ou apropriações por competência sobre recebimentos de caixa ou pagamentos em caixa operacionais passados ou futuros, e pelos efeitos de itens de receita ou despesa associados com fluxos de caixa das atividades de investimento ou de financiamento.

 

19.    Pelo método direto, as informações sobre as principais classes de recebimentos brutos e de pagamentos brutos podem ser obtidas alternativamente:

 

(a)  dos registros contábeis da entidade; ou

 

(b)  pelo ajuste das vendas, dos custos dos produtos, mercadorias ou serviços vendidos (no caso de instituições financeiras, pela receita de juros e similares e despesa de juros e encargos e similares) e outros itens da demonstração do resultado ou do resultado abrangente referentes a:

 

(i)   variões ocorridas no período nos estoques e nas contas operacionais a receber e a pagar;

 

(ii)  outros itens que não envolvem caixa; e

 

(iii)  outros itens tratados como fluxos de caixa advindos das atividades de investimento e de financiamento.

 

20.    De  acordo  com  o  todo  indireto,  o  fluxo  de  caixa  líquido  advindo  das  atividades operacionais é determinado ajustando o lucro líquido ou prejuízo quanto aos efeitos de:

 

(a)  variões ocorridas no período nos estoques e nas contas operacionais a receber e a pagar;

 

(b)  itens que não afetam o caixa, tais como depreciação, provisões, tributos diferidos, ganhos e  perdas  cambiais  não  realizados  e  resultado  de  equivalência  patrimonial  quando aplivel; e

 

(c)  todos  os  outros  itens  tratados  como  fluxos  de  caixadvindos  das  atividades  de investimento e de financiamento.

 

Alternativamente, o fluxo de caixa líquido advindo das atividades operacionais pode ser apresentado pelo método indireto, mostrando-se as receitas e as despesas divulgadas na demonstração do resultado ou resultado abrangente e as variões ocorridas no período nos estoques e nas contas operacionais a receber e a pagar.

 

20A. A conciliação entre o lucro líquido e o fluxo de caixa líquido das atividades operacionais deve


 

 

ser fornecida, obrigatoriamente, caso a entidade use o método direto para apurar o fluxo líquido das atividades operacionais. A conciliação deve apresentar, separadamente, por categoria, os principais itens a serem conciliados, à semelhança do que deve fazer a entidade que usa o método indireto em relação aos ajustes ao lucro líquido ou prejzo para apurar o fluxo de caixa líquido das atividades operacionais.

 

Apresentação  dos   fluxos  de   caixa   das   atividadede   investimento   e   de financiamento

 

21.    A entidade deve apresentar separadamente as principais classes de recebimentos brutos e pagamentos  brutos  advindos  das  atividades  de  investimento  e  de  financiamento,  exceto quando os fluxos de caixa, nas condições descritas nos itens 22 e 24, forem apresentados em base líquida.

 

Apresentação dos fluxos de caixa em base líquida

 

22.    Os fluxos de caixa advindos das atividades operacionais, de investimento e de financiamento podem ser apresentados em base líquida nas situações em que houver:

 

(a)  recebimentos de caixa e pagamentos em caixa em favor ou em nome de clientes, quando os  fluxos  de  caixa  refletirem  mais  as  atividades  dos  clientes  do  que  as  da  própria entidade; e

 

(b)  recebimentos de caixa e pagamentos em caixa referentes a itens cujo giro seja rápido, os montantes sejam expressivos e os vencimentos sejam de curto prazo.

 

23.    Exemplos de recebimentos de caixa e pagamentos em caixa referentes ao item 22(a) são: (a)  movimentação (depósitos e saques) em contas de depósitos à vista de banco;

(b)  recursos mantidos para clientes por entidade de investimento; e

 

(c)  aluguéis  cobrados  em  nome  de  terceiros  e  pagos  inteiramente  aos  proprietários  dos imóveis.

 

23A. Exemplos de recebimentos de caixa e pagamentos em caixa referentes ao item 22(b) são os adiantamentos destinados a, e o reembolso de:

 

(a)  pagamentos e recebimentos relativos a cartões de crédito de clientes; (b)  compra e venda de investimentos; e

(c)  outros empréstimos tomados a curto prazo, como, por exemplo, os que têm vencimento em três meses ou menos, contados a partir da respectiva contratação.

 

24.    Os fluxos de caixa advindos de cada uma das seguintes atividades de instituição financeira podem ser apresentados em base líquida:

 

(a)  recebimentos de caixa e pagamentos em caixa pelo aceite e resgate de depósitos a prazo fixo;


 

 

(b)  depósitos efetuados em outras instituições financeiras ou recebidos de outras instituições financeiras;

 

(c)  adiantamentos  e  empréstimos  de  caixa  feitos  a  clientes,  e  a  amortização  desses adiantamentos e empréstimos.

 

Fluxos de caixa em moeda estrangeira

 

25.    Os fluxos de caixa advindos de transões em moeda estrangeira devem ser registrados na moeda funcional da entidade pela aplicação, ao montante em moeda estrangeira, das taxas de mbio entre a moeda funcional e a moeda estrangeira observadas na data da ocorrência do fluxo de caixa.

 

26.    Os fluxos de caixa de controlada no exterior devem ser convertidos pela aplicação das taxas de mbio entre a moeda funcional e a moeda estrangeira observadas na data da ocorrência dos fluxos de caixa.

 

27.    Os fluxos de caixa que estejam expressos em moeda estrangeira devem ser apresentados de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 02 - Efeitos das Mudanças nas Taxas de Câmbio e Conversão de Demonstrões Contábeis. Esse Pronunciamento Técnico permite o uso de taxa de mbio que se aproxime da taxa de mbio vigente. Por exemplo, a taxa de mbio média ponderada para um período pode ser utilizada para o registro de transações em moeda estrangeira ou para a conversão dos fluxos de caixa de controlada no exterior. Entretanto, o Pronunciamento Técnico CPC 02 não permite o uso de taxa de mbio ao término do período de reporte quando da conversão dos fluxos de caixa de controlada no exterior.

 

28.    Ganhos e perdas não realizados resultantes de mudanças nas taxas de mbio de moedas estrangeiras não são fluxos de caixa. Todavia, o efeito das mudanças nas taxas de mbio sobre o caixa e equivalentes de caixa, mantidos ou devidos em moeda estrangeira, é apresentado na demonstração dos fluxos de caixa, a fim de conciliar o caixa e equivalentes de caixa no começo e no fim do período. Esse valor é apresentado separadamente dos fluxos de caixa das atividades operacionais, de investimento e de financiamento e inclui as diferenças, se existirem, caso tais fluxos de caixa tivessem sido divulgados às taxas de câmbio do fim do período.

 

29 e 30. (Eliminados).

 

Juros e dividendos

 

31.    Os fluxos de caixa referentes a juros, dividendos e juros sobre o capital próprio recebidos e pagos  devem  ser  apresentados  separadamente.  Cada  um  deles  deve  seclassificado  de maneira consistente, de período a período, como decorrentes de atividades operacionais, de investimento ou de financiamento.

 

32.    O montante total dos juros pagos durante o período é divulgado na demonstração dos fluxos de caixa, quer tenha sido reconhecido como despesa na demonstração do resultado, quer tenha sido capitalizado, conforme o Pronunciamento Técnico CPC 20 – Custos de Empréstimos.


 

 

 

 

33.    Os juros pagos e recebidos e os dividendos e os juros sobre o capital próprio recebidos são comumente classificados como fluxos de caixa operacionais em instituições financeiras. Todavia, não consenso sobre a classificação desses fluxos de caixa para outras entidades. Os juros pagos e recebidos e os dividendos e os juros sobre o capital pprio recebidos podem ser classificados como fluxos de caixa operacionais, porque eles entram na determinação do lucro líquido ou prejuízo. Alternativamente, os juros pagos e os juros, os dividendos e os juros sobre o capital próprio recebidos podem ser classificados, respectivamente, como fluxos de caixa de financiamento e fluxos de caixa de investimento, porque são custos de obtenção de recursos financeiros ou retornos sobre investimentos.

 

34.    Os dividendos e os juros sobre o capital próprio pagos podem ser classificados como fluxo de caixa de financiamento porque são custos da obtenção de recursos financeiros. Alternativamente, os dividendos e os juros sobre o capital próprio pagos podem ser classificados como componente dos fluxos de caixa das atividades operacionais, a fim de auxiliar os usuários a determinar a capacidade de a entidade pagar dividendos e juros sobre o capital próprio utilizando os fluxos de caixa operacionais.

 

34A. Este Pronunciamento encoraja fortemente as entidades a classificarem os juros, recebidos ou pagos, e os dividendos e juros sobre o capital próprio recebidos como fluxos de caixa das atividades operacionais, e os dividendos e juros sobre o capital próprio pagos como fluxos de caixa das atividades de financiamento. Alternativa diferente deve ser seguida de nota evidenciando esse fato.

 

Imposto de renda e contribuição social sobre o lucro quido

 

35.    Os fluxos de caixa referentes ao imposto de renda (IR) e contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL) devem ser divulgados separadamente e devem ser classificados como fluxos de caixa das atividades operacionais, a menos que possam ser identificados especificamente como atividades de financiamento e de investimento.

 

36.    Os tributos sobre o lucro (IR e CSLL) resultam de transações que originam fluxos de caixa que são classificados como atividades operacionais, de investimento ou de financiamento na demonstração dos fluxos de caixa. Embora a despesa com impostos possa ser prontamente identifivel com aatividades de investimento  ou de financiamento, torna-seàs vezes, imprativel identificar os respectivos fluxos de caixa dos impostos, que podem, também, ocorrer  em  período  diferente  dos  fluxos  de  caixa  da  transação  subjacente.  Portanto,  os impostos   pagos   sã comumente   classificados   como   fluxos   de   caixa   da atividades operacionais. Todavia, quando for praticável identificar o fluxo de caixa dos impostos com uma determinada transação, da qual resultem fluxos de caixa que sejam classificados como atividades de investimento ou de financiamento, o fluxo de caixa dos impostos deve ser classificado como atividade de investimento ou de financiamento, conforme seja apropriado. Quando os fluxos de caixa dos impostos forem alocados em mais de uma classe de atividade, o montante total dos impostos pagos no período também deve ser divulgado.


 

 

Investimento  em   controlada,   coligada  e   empreendimento  controlado  em conjunto

 

37.    Quando o critério contábil de investimento em coligada ou controlada basear-se no método da equivalência patrimonial ou no método de custo, a entidade investidora fica limitada a apresentar, na demonstração dos fluxos de caixa, os fluxos de caixa entre a própria entidade investidora   e    entidade   na   qua participe   (por   exemplo,   coligad ou   controlada), representados, por exemplo, por dividendos e por adiantamentos.

 

37.    Quando o critério contábil de investimento em coligada, empreendimento controlado em conjunto ou controlada basear-se no método da equivalência patrimonial ou no método de custo, a entidade investidora fica limitada a apresentar, na demonstração dos fluxos de caixa, os fluxos de caixa entre a própria entidade investidora e a entidade na qual participe (por exemplo, coligada, empreendimento controlado em conjunto ou controlada), representados, por exemplo, por dividendos e por adiantamentos. (Alterado pela Revisão CPC 03)

 

38.    entidade  quapresenta  seus  interesses  (participações  societárias,  principalmente)  em entidade controlada em conjunto (ver Pronunciamento Técnico CPC 19  Investimento  em Empreendimento  Controlado  em  Conjunto  (Joint  Venture)),  utilizando   consolidação proporcional,  deve  incluir  em  sua  demonstração  consolidada  dos  fluxos  de  caixa  sua participação proporcional nos fluxos de caixa da entidade controlada em conjunto. A entidade que apresenta referidos interesses, utilizando o método da  equivalência patrimonial deve incluir,  em  sua  demonstração  dos  fluxos  de  caixa,  os  fluxos  de  caixa referentes  a  seus investimentos  na  entidade  controlada  em  conjunto  e  as  distribuições  de  lucros  e  outros pagamentos ou recebimentos entre a entidade e a entidade controlada em conjunto.

 

38.    A entidade que apresenta seus interesses em coligada ou empreendimento controlado em conjunto, utilizando o método da equivalência patrimonial deve incluir, em sua demonstração dos fluxos de caixa, os fluxos de caixa referentes a seus investimentos na coligada ou empreendimento controlado em conjunto e as distribuições de lucros e outros pagamentos ou recebimentos entre a entidade e o empreendimento controlado em conjunto. (Alterado pela Revisão CPC 03)

 

Alteração da participação em controlada e em outros necios

 

39.    Os fluxos de caixa agregados advindos da obtenção ou da perda de controle de controladas ou outros negócios devem ser apresentados separadamente e classificados como atividades de investimento.

 

40.    A entidade deve divulgar, de modo agregado, com relação tanto à obtenção quanto à perda do controle de controladas ou outros negócios durante o período, cada um dos seguintes itens:

 

(a)  o montante total pago para obtenção do controle ou o montante total recebido na perda do controle;

 

(b)  a  parcela  do  montante  total  de  compra  paga  ou  de  venda  recebida  em  caixa  e  em equivalentes de caixa;


 

 

(c)  o montante de caixa e equivalentes de caixa de controladas ou de outros negócios sobre o qual o controle foi obtido ou perdido; e

 

(d)  o montante dos ativos e passivos, exceto caixa e equivalentes de caixa, das controladas e de  outros  negócios  sobre  o  qual  o  controle  foi  obtido  ou  perdido,  resumido  pelas principais classificações.

 

40A. Entidade  de  investimento,  conforme  definido  no  Pronunciamento  Técnico  CPC  36  – Demonstrões Consolidadas, não precisa aplicar os itens 40(c) ou 40(d) a investimento em controlada que deva ser mensurado ao valor justo por meio do resultado. (Incluído pela Revisão CPC 04)

 

41.    A apresentação separada dos efeitos dos fluxos de caixa resultantes da obtenção ou da perda de controle de controladas ou de outros negócios, em linhas específicas da demonstração, juntamente com a apresentação separada dos montantes dos ativos e passivos adquiridos ou alienados, possibilita a distinção desses fluxos de caixa dos fluxos de caixa advindos de outras atividades operacionais, de investimento e de financiamento. Os efeitos dos fluxos de caixa decorrentes da perda de controle não devem ser deduzidos dos efeitos decorrentes da obtenção do controle.

 

42.    O montante agregado de caixa pago ou recebido em contrapartida à obtenção ou à perda do controle de controladas ou de outros negócios deve ser apresentado na demonstração dos fluxos de caixa, líquido do saldo de caixa ou equivalentes de caixa adquirido ou alienado como parte dessas transações, eventos ou mudanças de circunstâncias.

 

42A. Os fluxos de caixa advindos de mudanças no percentual de participação em controlada, que não  resultem  na  perda  do  controle,  devem  seclassificados  como  fluxos  de  caixa  das atividades de financiamento.

 

42A. Os fluxos de caixa advindos de mudanças no percentual de participação em controlada, que não resultem em perda do controle, devem ser classificados como fluxos de caixa das atividades de financiamento, a menos que a controlada seja detida por entidade de investimento, conforme definido no Pronunciamento Técnico CPC 36 Demonstrões Consolidadas, e deva ser mensurada ao valor justo por meio do resultado. (Alterado pela Revisão CPC 04)

 

42B. As mudanças no percentual de participação em controlada que não resultem na perda de controle, tais como compras ou vendas subsequentes de instrumentos patrimoniais da controlada pela controladora, devem ser tratadas contabilmente como transações de capital (ver  Pronunciamentos   Técnicos   CPC   35   –   Demonstrões   Separadas   e  CPC  36    Demonstrõe Consolidadas).   Portanto,   os   fluxos   de   caix resultantes   deve ser classificados da mesma forma que outras transões entre sócios ou acionistas,  conforme descrito no item 17.

 

 

42B. As mudanças no percentual de participação em controlada que não resultem na perda de controle, tais como compras ou vendas subsequentes de instrumentos patrimoniais da controlada pela controladora, devem ser tratadas contabilmente como transações de capital


 

 

(ver Pronunciamento Técnico CPC 36  Demonstrões Consolidadas). Portanto, os fluxos de caixa resultantes devem ser classificados da mesma forma que outras transações entre  sócios ou acionistas, conforme descrito no item 17. (Alterado pela Revisão CPC 03)

 

 

42B. As mudanças no percentual de participação em controlada que não resultem na perda de controle, tais como compras ou vendas subsequentes de instrumentos patrimoniais da controlada pela controladora, devem ser tratadas contabilmente como transações de capital (ver Pronunciamento Técnico CPC 36 Demonstrações Consolidadas), a menos que a controlada seja detida por entidade de investimento e deva ser mensurada ao valor justo por meio do resultado.  Portanto, os fluxos de caixa resultantes devem ser classificados da mesma forma que outras transações entre sócios ou acionistas, conforme descrito no item 17. (Alterado pela Revisão CPC 04)

 

Transação que não envolve caixa ou equivalentes de caixa

 

43.    Transações de investimento e financiamento que não envolvem o uso de caixa ou equivalentes de caixa devem ser excluídas da demonstração dos fluxos de caixa. Tais transações devem ser divulgadas nas notas explicativas às demonstrões contábeis, de modo que forneçam todas as informações relevantes sobre essas atividades de investimento e de financiamento.

 

44.    Muitas atividades de investimento e de financiamento não têm impacto direto sobre os fluxos de caixa correntes, muito embora afetem a estrutura de capital e de ativos da entidade. A exclusão de transações que não envolvem caixa ou equivalentes de caixa da demonstração dos fluxos de caixa é consistente com o objetivo de referida demonstração, visto que tais itens não envolvem fluxos de caixa no período corrente. Exemplos de transações que não envolvem caixa ou equivalente de caixa são:

 

(a)  a aquisição de ativos, quer seja pela assunção direta do passivo respectivo, quer seja por meio de arrendamento financeiro;

 

(b)  a aquisição de entidade por meio de emissão de instrumentos patrimoniais; e

 

(c)  a conversão de dívida em instrumentos patrimoniais.

 

Alteração do passivo decorrente de atividade de financiamento

 

44A. entidade  deve  divulgar  informações  qupermitam  aos  usuários  das  demonstrões contábeis avaliar as alterações em passivos provenientes de atividades  de financiamento, incluindo as alterações decorrentes dos fluxos de caixa e de não caixa. (Incluído pela Revisão CPC

10)

 

44B. Na medida do necessário para satisfazer o requisito do item 44A, a entidade deve divulgar as seguintes variões do passivo decorrentes de atividades de financiamento:

(a) alterações dos fluxos de caixa de financiamento;

(b)  alterões  decorrentes  da  obtenção  ou  perda  de  controle  de  controladas  ou  outros negócios;

(c) efeito das alterações nas taxas de câmbio; (d) alterões nos valores justos; e


 

 

(e) outras alterações. (Incluído pela Revisão CPC 10)

 

44C. Passivos decorrentes das atividades de financiamento são passivos para os quais os fluxos de caixa foram, ou fluxos de caixa futuros serão, classificados na demonstração dos fluxos de caixa como  fluxos  de caixa de atividadede financiamento.  Além  disso,  o  requisito  de divulgação no item 44A também se aplica a alterações em ativos financeiros (por exemplo, ativos que protegem passivos de hedge de atividades de financiamento), se os fluxos de caixa a partir desses ativos financeiros foram, ou fluxos de caixa futuros serão, incluídos no fluxo de caixa de atividades de financiamento. (Incluído pela Revisão CPC 10)

 

44D. Uma forma de cumprir o requisito de divulgação no item 44A é mediante o fornecimento da conciliação entre a abertura e o fechamento de saldos no balanço patrimonial para passivos decorrentes de atividades de financiamento, incluindo as alterações especificadas no item

44B. Quando a entidade divulgar tal conciliação, deve fornecer informações suficientes para permitir que os usuários das demonstrões contábeis vinculem os itens incluídos na conciliação do balanço patrimonial e da demonstração dos fluxos de caixa. (Incluído pela Revisão CPC 10)

 

44E.  Se a entidade divulgar a informação exigida pelo item 44A, em combinão com a divulgação de alterações em outros ativos e passivos, deve divulgar as variões do passivo decorrentes de atividades de financiamento separadamente das alterações nesses outros ativos e passivos. (Incluído pela Revisão CPC 10)

 

Componentes de caixa e equivalentes de caixa

 

45.    A entidade deve divulgar os componentes de caixa e equivalentes de caixa e deve apresentar uma conciliação dos montantes em sua demonstração dos fluxos de caixa com os respectivos itens apresentados no balanço patrimonial.

 

46.    Em função da variedade de práticas de gestão de caixa e de produtos banrios ao redor do mundo, e com vistas a atentar para o Pronunciamento Técnico CPC 26 Apresentação das Demonstrões Contábeis, a entidade deve divulgar a política que adota na determinação da composição do caixa e equivalentes de caixa.

 

47.   O efeito de qualquer mudança na política para determinar os componentes de caixa e equivalentes de caixa, como, por exemplo, a mudança na classificação  dos instrumentos financeiros previamente considerados como parte da carteira de investimentos da entidade, deve  seapresentado  dacordo  com  o  Pronunciamento  Técnico  CPC  23   Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro.

 

Outras divulgações

 

48.  A entidade deve divulgar, acompanhados de comentário da administração, os saldos significativos de caixa e equivalentes de caixa mantidos pela entidade que não estejam disponíveis para uso pelo grupo.


 

 

49.    Existem várias circunstâncias nas quais os saldos de caixa e equivalentes de caixa mantidos pela entidade não estão disponíveis para uso do grupo. Entre os exemplos estão saldos de caixa e equivalentes de caixa mantidos por controlada que opere em país no qual se apliquem controles cambiais ou outras restrições legais que impeçam o uso generalizado dos saldos pela controladora ou por outras controladas.

 

50.    Informações  adicionais  podem  ser  relevantes  para  que  os  usuários  entendam  a  posição financeira e  a liquidez  da entidade.  A divulgação  de  tais  informõesacompanhada de comentário da administração, é encorajada e pode incluir:

 

(a)  o montante de linhas de crédito obtidas, mas não utilizadas, que podem estar disponíveis para futuras atividades operacionais e para satisfazer compromissos de capital, indicando restrições, se houver, sobre o uso de tais linhas de crédito;

 

(b)  o montante agregado dos fluxos de caixa de cada uma das atividades operacionais, de investimento e de financiamento, referentes às participações societárias em empreendimentos controlados em conjunto apresentados mediante o uso da consolidação proporcional; (Eliminada pela Revisão CPC 03)

 

(c) o montante agregado dos fluxos de caixa que representam aumentos na capacidade operacional, separadamente dos fluxos de caixa que são necessários apenas para manter a capacidade operacional;

 

(d)  o montante dos fluxos de caixa advindos das atividades operacionais, de investimento e de financiamento de cada segmento de negócios passível de reporte (ver Pronunciamento Técnico CPC 22 – Informações por Segmento);

 

(e)  os montantes totais dos juros e dividendos  e juros sobre capital próprio, pagos e recebidos, separadamente, bem como o montante total do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido pagos, neste caso destacando os montantes relativos à tributação da entidade (item 20).

 

51.    A  divulgação  separada  dos  fluxos  de  caixa  que  representam  aumentos  na  capacidade operacional e dos fluxos de caixa que são necessários para manter a capacidade operacional é útil ao permitir ao usuário determinar se a entidade está investindo adequadamente na manutenção de sua capacidade operacional. A entidade que não investe adequadamente na manutenção de sua capacidade operacional pode estar prejudicando a futura lucratividade em favor da liquidez corrente e da distribuição de lucros aos proprietários.

 

52.    A divulgação dos fluxos de caixa por segmento de negócios permite aos usuários obter melhor entendimento da relação entre os fluxos de caixa do negócio como um todo e os de suas partes componentes, e a disponibilidade e variabilidade dos fluxos de caixa por segmento de negócios.

 

52A. As demonstrões contábeis não devem divulgar o valor dos fluxos de caixa por ação. Nem o fluxo de caixa líquido nem quaisquer de seus componentes substituem o lucro líquido como indicador de desempenho da entidade, como a divulgação do fluxo de caixa por ação poderia sugerir.


 

 

Disposições transitórias

 

53 a 56. Eliminados.

 

Revogação de outro pronunciamento

 

57.    Este Pronunciamento Técnico substitui o CPC 03 (R1) Demonstração dos Fluxos de Caixa, aprovado em 08.01.2010.

 

58 e 59. (Eliminados).

 

60.    Quando a entidade aplicar pela primeira vez os itens 44A a 44E, não é obrigada a fornecer informações comparativas para períodos anteriores. (Incluído pela Revisão CPC 10)

 

 

 

Exemplos ilustrativos

 

Estes  exemplos  ilustrativos  acompanham,  mas  não  são  parte  integrante  do  Pronunciamento

Técnico CPC 03.

 

A.   Demonstração dos fluxos de caixa de entidade que não é instituição financeira

 

1.      Os exemplos mostram somente os saldos do período corrente. Os saldos correspondentes do período anterior devem ser apresentados de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 26 – Apresentação das Demonstrões Contábeis.

 

2.      As  informações  extraídas  da  demonstração  do  resultado  e  do  balanço  patrimonial  são fornecidas para mostrar como se chegou à elaboração da demonstração dos fluxos de caixa pelo método direto e pelo método indireto. Nem a demonstração do resultado tampouco o balanço patrimonial são apresentados em conformidade com os requisitos de divulgação e apresentação das demonstrões contábeis.

 

3.      As   seguinte informaçõe adicionais   sã também   relevante para   a   elaboraçã da demonstração dos fluxos de caixa:

 

 

     Todas as ões da controlada foram adquiridas por $ 590. Os valores justos dos ativos adquiridos e dos passivos assumidos foram os que seguem:


 

 

Estoques                                                                                                                                               $ 100

 

Contas a receber                                                                                                                                  $ 100

 

Caixa                                                                                                                                                       $ 40

 

Ativo imobilizado (terrenos, bricas, equipamentos, etc.)                                                                    $ 650

 

Contas a pagar                                                                                                                                     $ 100

 

Dívida de longo prazo                                                                                                                          $ 200

 

     $ 250 foram obtidos mediante emissão de ações e outros $ 250 por meio de empréstimo a longo prazo.

     A despesa de juros foi de $ 400, dos quais $ 170 foram pagos durante o período. Além disso, $  100  relativos  à despesa de juros  do  período  anterior  forapagos  durante o período.

     Foram pagos dividendos de $ 1.200.

     O passivo com imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, no início e no fim do período, foi de $ 1.000 e $ 400, respectivamente. Durante o período, fez-se uma provisão de mais $ 200. O imposto de renda na fonte sobre dividendos recebidos foi de $

100.

     Durante   o   período,    grupo   adquiriu   ativos   imobilizados   (terrenos,   fábrica e equipamentos) ao custo total de $ 1.250, dos quais $ 900 por meio de arrendamento financeiro. Pagamentos em caixa de $ 350 foram feitos para compra de imobilizado.

     Parte do imobilizado, registrado ao custo de $ 80 e depreciação acumulada de $ 60, foi vendida por $ 20.

     Contas a receber no final de 20X2 incluíam juros a receber de $ 100.

     Foram recebidos juros de $ 200 e dividendos (líquidos de imposto na fonte de $ 100) de $

200.

     Foram pagos durante o período $ 90 de arrendamento mercantil.


 

 

Demonstração consolidada do resultado para o período findo em 20X2(a)

 

Vendas                                                                                                                                                                              $ 30.650

CMV                                                                                                                                                                                   (26.000)

 

Lucro bruto                                                                                                                                                                             4.650

 

Despesa com depreciação                                                                                                                                                  (450) Despesas de venda e administrativas                                                                                                                                 (910) Despesa de juros                                                                                                                                                                 (400) Resultado de equivalência patrimonial                                                                                                                                  500

Perda cambial                                                                                                                                                                        (40)

 

Lucro quido antes do imposto de renda e da contribuição social                                                                                      3.350

 

Imposto de renda e contribuição social                                                                                                                                   (300) Lucro quido                                                                                                                                                                                  $ 3.050

(a) A entidade não reconheceu quaisquer componentes de outros resultados ou resultados abrangentes no período findo em 20X2

 

 

 

 

 

 


Balanço patrimonial consolidado em 31 de dezembro de 20X2

 

Ativos


20X2                                                20X1


Caixa e equivalentes de caixa                                                                  230                                           160

Contas a receber                                                                                   1.900                                        1.200

Estoques                                                                                                1.000                                        1.950

Investimentos                                                                                         2.500                                        2.500

Ativo imobilizado ao custo                                            3.730                                         1.910

Depreciação acumulada                                            (1.450)                                       (1.060)

Ativo imobilizado líquido                                                                        2.280                                           850

Total do ativo                                                                                      $ 7.910                                     $ 6.660

 

Passivos

Contas a pagar                                                                                         250                                         1.890

Juros a pagar                                                                                           230                                           100

Provisão para IR e CSLL                                                                         400                                         1.000

Dívida a longo prazo                                                                              2.300                                        1.040

Total do passivo                                                                                     3.180                                        4.030

 

Patrimônio Líquido

Capital social                                                                                          1.500                                        1.250

Lucros acumulados                                                                                3.230                                        1.380

Total do patrimônio líquido                                                                    4.730                                        2.630

Total do passivo e PL                                                                         $ 7.910                                     $ 6.660


 


Demonstração dos fluxos de caixa pelo método direto (item 18a)

 

Fluxos de caixa das atividades operacionais

Recebimentos de clientes                                                                                                                 30.150

Pagamentos a fornecedores e empregados                                                                                  (27.600) Caixa gerado pelas operações                                                                                                                                                              2.550

Juros pagos                                                                                                                                         (270)

Imposto de renda e contribuição social pagos                                                                                    (800) Imposto de renda na fonte sobre dividendos recebidos                                                                                                                          (100)


20X2


 

Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais                                                                                          $ 1.380

 

Fluxos de caixa das atividades de investimento

Aquisição da controlada X, líquido do caixa obtido na aquisição (Nota A)                                       (550) Compra de ativo imobilizado (Nota B)                                                                                               (350) Recebimento pela venda de equipamento                                                                                            20

Juros recebidos                                                                                                                                   200

Dividendos recebidos                                                                                                                          200

 

Caixa líquido consumido pelas atividades de investimento                                                                               $ (480)

 

Fluxos de caixa das atividades de financiamento

Recebimento pela emissão de ações                                                                                                  250

Recebimento por empréstimo a longo prazo                                                                                       250

Pagamento de passivo por arrendamento                                                                                            (90) Dividendos pagos (a)                                                                                                                                                                                                                  (1.200)

 

Caixa líquido consumido pelas atividades de financiamento

 

       $ (790)

 

Aumento quido de caixa e equivalentes de caixa

 

 

$ 110

 

Caixa e equivalentes de caixa no início do período (Nota C)

 

 

$ 120

Caixa e equivalentes de caixa no fim do período (Nota C)

 

$ 230


 

 

 

 

(a) Esse valor também poderia ser apresentado no fluxo de caixa das atividades operacionais.

 

 

 


Demonstração dos fluxos de caixa pelo método indireto (item 18b)

 

Fluxos de caixa das atividades operacionais

Lucro quido antes do IR e CSLL                                                                                                            3.350

Ajustes por:

Depreciação                                                                                                                                               450

Perda cambial                                                                                                                                               40

Resultado de equivalência patrimonial                                                                                                    (500) Despesas de juros                                                                                                                                      400

3.740

Aumento nas contas a receber de clientes e outros                                                                                (500) Diminuição nos estoques                                                                                                                         1.050

Diminuição nas contas a pagar fornecedores                                                                                    (1.740)

Caixa gerado pelas operações                                                                                                                2.550

Juros pagos                                                                                                                                              (270) Imposto de renda e contribuição social pagos                                                                                         (800) Imposto de renda na fonte sobre dividendos recebidos                                                                           (100)  


20X2


 

Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais                                                                                                                 $ 1.380

 

Fluxos de caixa das atividades de investimento

Aquisição da controlada X, líquido do caixa obtido na aquisição (Nota A)                                              (550) Compra de ativo imobilizado (Nota B)                                                                                                      (350) Recebimento pela venda de equipamento                                                                                                   20

Juros recebidos                                                                                                                                          200

Dividendos recebidos                                                                                                                                  200  

 

Caixa líquido consumido pelas atividades de investimento                                                                                                          $ (480)

 

Fluxos de caixa das atividades de financiamento

Recebimento pela emissão de ações                                                                                                           250

Recebimento por empréstimos a longo prazo                                                                                              250

Pagamento de passivo por arrendamento                                                                                                   (90) Dividendos pagos (a)                                                                                                                                                                                                 (1.200)

 

Caixa líquido consumido pelas atividades de financiamento                                                                                                       $ (790)

 

Aumento quido de caixa e equivalentes de caixa                                                                                                                   $ 110

 

Caixa e equivalentes de caixa no início do período (Nota C)                                                                                                  $ 120

Caixa e equivalentes de caixa no fim do período (Nota C)                                                                                                      $ 230

 

 

 

(a) Esse valor também poderia ser apresentado no fluxo de caixa das atividades operacionais.


 

 

 

 

 

 

Notas explicativas sobre a demonstração dos fluxos de caixa (todos direto e indireto)

 

 

A. OBTENÇÃO DO CONTROLE DE INVESTIDA

 

Durante o  período, Grupo obteve controle da controlada X. Os valores justos dos ativos adquiridos e dos passivos assumidos são apresentados a seguir, em $:

 

 

Caixa                                                                                                                                                                        40

Estoques                                                                                                                                                                100

Contas a receber                                                                                                                                                   100

Ativo imobilizado                                                                                                                                                    650

Contas a pagar fornecedores                                                                                                                           (100) Dívida a longo prazo                                                                                                                                            (200) Preço total de compra liquidada em caixa                                                                                                             590

Caixa adquirido da controlada X                                                                                                                            (40)

Caixa pago pela obtenção do controle de X líquido do caixa adquirido                                                                550

 

B. ATIVO IMOBILIZADO

 

Durante o período, o Grupo adquiriu ativo imobilizado ao custo total de $ 1.250, dos quais $ 900 por meio de arrendamento financeiro. Pagamentos em caixa de $ 350 foram feitos para aquisição de imobilizado.

 

C. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA

 

Caixa e equivalentes de caixa consistem em numerário disponível na entidade, saldos mantidos em bancos e aplicações financeiras de curto prazo. Caixa e equivalentes de caixa incluídos na demonstração dos fluxos de caixa compreendem:

 

 

 

 

 

Numerário disponível e saldos em bancos

20X2

 

40

 

20X1

 

25

Aplicações financeiras de curto prazo

190

 

135

Caixa e equivalentes de caixa conforme apresentado previamente

230

 

160

Efeito de variações nas taxas de mbio

-

 

(40)

Caixa e equivalentes de caixa ajustados

$ 230

 

$ 120

 

 

Caixa e equivalentes de caixa no fim do período incluem depósitos em bancos de $ 100, mantidos por uma controlada, os quais não são livremente passíveis de remessa à companhia holding controladora por motivos de restrições cambiais.

 

O Grupo tem linhas de crédito disponíveis para utilização no valor de $ 2.000, dos quais $ 700 poderão ser utilizados somente para expansão futura.


 

 

D. INFORMAÇÃO POR SEGMENTO

 


 

Fluxos de caixa de:


Segmento A                 Segmento B                  Total


Atividades operacionais                                                                          1.520                              (140)                   1.380

Atividades de investimento                                                                       (640)                               160                    (480) Atividades de financiamento                                                                    (570)                             (220)                   (790)

$ 310                          $ (200)                   $ 110

 

APRESENTAÇÃO ALTERNATIVA (MÉTODO INDIRETO)

 

Como alternativa, na demonstração dos fluxos de caixa pelo método indireto, o lucro operacional antes das mudanças no capital circulante é, por vezes, demonstrado como segue:

 

 

Receitas, excluído o resultado de equivalência patrimonial

30.650

 

Despesas operacionais, excluída a depreciação

 

Lucro operacional antes das mudanças no capital circulante

          (26.910)

 

 

$ 3.740

 

 

 

E. Conciliação de passivos resultantes de atividades de financiamento (Incluído pela Revisão CPC

10)

 

 

 

20X1

 

Fluxo de caixa

 

Alterações em não caixa

 

20X2

 

 

 

 

Aquisição

 

Novos arrendamentos

 

 

Empréstimos de longo prazo

 

1.040

 

250

 

200

 

 

1.490

 

Obrigações de arrendamento

 

 

(90)

 

 

900

 

810

 

Dívida de longo prazo

 

1.040

 

160

 

200

 

900

 

2.300

 

 

 

B.   Demonstração dos fluxos de caixa para instituição financeira

 

1.      O exemplo mostra somente os saldos do período corrente. Os saldos comparativos do período anterior devem ser apresentados, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 26 – Apresentação das Demonstrões Contábeis.

 


2.      O exemplo é apresentado conforme o método direto.

 

Fluxo de caixa das atividades operacionais

Juros e comissões recebidas                                                                                                                                         28.447

Juros pagos                                                                                                                                                                 (23.463)


 

20X2


   Recuperação de empréstimos anteriormente baixados como perda                                                                               237                        


 

 

Pagamentos a empregados e fornecedores

(997)

 

 

(Aumento) diminuição em ativos operacionais:

4.224

Recursos de curto prazo

(650)

Depósitos compulsórios

234

Adiantamentos a clientes

(288)

Aumento líquido em contas a receber de cares de crédito

(360)

Outros títulos negociáveis a curto prazo

(120)

 

Aumento (diminuição) em passivos operacionais:

Depósitos de clientes

 

 

600

Certificados de depósito negociáveis

(200)

Caixa líquido das atividades operacionais antes do IR e da CSLL

3.440

Imposto de renda e contribuição social pagos

(100)

Caixa líquido das atividades operacionais

 

$ 3.340

 

Fluxos de caixa das atividades de investimento

Venda de controlada Y

 

 

50

 

Dividendos recebidos

200

 

Juros recebidos

300

 

Produto da venda de tulos (títulos não negociáveis)

1.200

 

Compra de títulos (títulos não negociáveis)

(600)

 

Compra de ativo imobilizado

(500)

 

Caixa líquido das atividades de investimento

 

$ 650

Fluxos de caixa das atividades de financiamento

 

 

Emissão de instrumento de dívida

1.000

 

Emissão de ações preferenciais por controlada

800

 

Amortização de empréstimo a longo prazo

(200)

 

Redução líquida em outros empréstimos

(1.000)

 

Dividendos pagos

(400)

 

Caixa líquido das atividades de financiamento

 

$ 200

Efeitos da variação das taxas de mbio sobre o caixa e equivalentes de caixa

 

$ 600

Aumento quido de caixa e equivalentes de caixa

 

$ 4.790

Caixa e equivalentes de caixa no início do período

 

$ 4.050

Caixa e equivalentes de caixa no fim do período

 

$ 8.840

 

 

 

C. Conciliação de passivos resultantes de atividades de financiamento