Microsoft Word - CPC_29_rev 08

CPC 29 - Ativo Biológico e Produto Agrícola


 

 

 

 

 

Objetivo

 

O  objetivo  deste  Pronunciamento  é  estabelecer  o  tratamento  contábil,  e  as  respectivas divulgões, relacionados aos ativos biológicos e aos produtos agrícolas.

 

Alcance

 

1.      Este Pronunciamento deve ser aplicado para contabilizar os seguintes itens relacionados com as atividades agrícolas:

 

(a)  ativos biológicos;

 

(a)  ativos biológicos, exceto plantas portadoras; (Alterada pela Revisão CPC 08)

 

(b)  produção agrícola no ponto de colheita;

 

(c)  subvenções governamentais previstas nos itens 34 e 35.

 

CPC_29

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2.      Este Pronunciamento não é aplivel em:

 

(a)  terras relacionadas com atividades agrícolas (ver Pronunciamentos Técnicos CPC 27 Ativo Imobilizado e CPC 28 Propriedade para Investimento); e

 

(b)  ativos intangíveis relacionados com atividades agrícolas (ver CPC 04 Ativo Intangível).

 

2.      Este pronunciamento não é aplivel em:

 

(a)  terras relacionadas com atividades agrícolas (ver CPC 27 Ativo Imobilizado e CPC 28

Propriedade para Investimento);

 

(b)  plantas portadoras relacionadas com a atividade agrícola (ver CPC 27). Contudo, este pronunciamento aplica-se ao produto dessas plantas portadoras;

(c)  subvenção e assistência governamentais relacionadas às plantas portadoras (ver CPC 07); (d)  ativos  intangíveis  relacionados  com  atividades  agrícolas  (ver  CPC  04   Ativo

Intangível). (Alterado pela Revisão CPC 08)

 

3.      Este Pronunciamento deve ser aplicado para a produção agrícola, assim considerada aquela obtida no momento e no ponto de colheita dos produtos advindos dos ativos biológicos da entidade. Após esse momento, o CPC 16 Estoques, ou outro Pronunciamento Técnico mais adequado, deve ser aplicado. Portanto, este Pronunciamento não trata do processamento dos produtos agrícolas após a colheita, como, por exemplo, o processamento de uvas para a transformação em vinho por vinícola, mesmo que ela tenha cultivado e colhido a uva. Tais itens são excluídos deste Pronunciamento, mesmo que seu processamento, após a colheita, possa  ser  extensão  lógica  e  natural  da  atividade  agrícola,  e  os  eventos  possam  ter similaridades.

 

4.      A  tabela  a  seguir  fornece  exemplos  de  ativos  biológicos,  produto  agrícola  e  produtos resultantes do processamento depois da colheita:

 

 

 

Ativos biológicos

 

 

Produto agrícola

 

Produtos resultantes do processamento as a colheita

 

Carneiros

 

Lã

 

Fio, tapete

 

Árvores de uma plantação

 

Madeira

 

Madeira serrada, celulose

 

 

 

Plantas

 

Algodão Cana colhida Café

 

Fio de algodão, roupa

 

Açúcar, álcool

 

Café limpo em grão, moído, torrado

 

Gado de leite

 

Leite

 

Queijo

 

Porcos

 

Carcaça

 

Salsicha, presunto

 

Arbustos

 

Folhas

 

Chá, tabaco

 

Videiras

 

Uva

 

Vinho


 

Árvores frutíferas       Fruta colhida                Fruta processada

 

 

4.      A  tabela  a  seguir  fornece  exemplos  de  ativos  biológicos,  produto  agrícola  e  produtos resultantes do processamento depois da colheita:

 

 

 

Ativos biológicos

 

 

Produto agrícola

 

Produtos resultantes do processamento após a colheita

 

Carneiros

 

Lã

 

Fio, tapete

 

Plantação   de    árvores para madeira

 

Árvore cortada

 

Tora, madeira serrada

 

Gado de leite

 

Leite

 

Queijo

 

Porcos

 

Carcaça

 

Salsicha, presunto

 

Plantação de algodão

 

Algodão colhido

 

Fio de algodão, roupa

 

Cana-de-úcar

 

Cana colhida

 

Açúcar

 

Plantação de fumo

 

Folha colhida

 

Fumo curado

 

Arbusto de c

 

Folha colhida

 

C

 

Videira

 

Uva colhida

 

Vinho

 

Árvore frufera

 

Fruta colhida

 

Fruta processada

 

Palmeira de dendê

 

Fruta colhida

 

Óleo de palma

 

Seringueira

 

Látex colhido

 

Produto da borracha

 

Algumas plantas, por exemplo, arbustos de chá, videiras, palmeira de den e seringueira, geralmente, atendem à definição de planta portadora e estão dentro do  alcance  do  CPC  27.  No  entanto,  o  produto  de  planta  portadora,  por exemplo, folhas de chá, uvas, óleo de palma e látex, está dentro do alcance do CPC 29. (Item alterado pela Revisão CPC 08)

 

Definições

 

Definições relacionadas com a área agrícola

 

5.      Os seguintes termos são usados neste Pronunciamento com significados específicos:

 

Atividade agrícola é o gerenciamento da transformação biológica e da colheita de ativos biológicos para venda ou para conversão em produtos agrícolas ou em ativos biológicos adicionais, pela entidade.


 

Planta portadora é uma planta viva que:

 

(a)  é utilizada na produção ou no fornecimento de produtos agrícolas; (b)  é cultivada para produzir frutos por mais de um período; e

(c)  tem  uma  probabilidade  remota  de  ser  vendida  como  produto  agrícola,  exceto  para eventual venda como sucata. (Definição incluída pela Revisão CPC 08)

 

Produção agrícola é o produto colhido de ativo biológico da entidade.

 

Ativo biológico é um animal e/ou uma planta, vivos.

 

Transformação biológica compreende o processo de crescimento, degeneração, produção e procriação que causam mudanças qualitativa e quantitativa no ativo biológico.

 

Despesa de venda são despesas incrementais diretamente atribuíveis à venda de ativo, exceto despesas financeiras e tributos sobre o lucro.

 

Grupo de ativos biológicos é um conjunto de animais ou plantas vivos semelhantes.

 

Colheita é a extração do produto de ativo biológico ou a  cessação da  vida desse ativo biológico.

 

5A.   Não são plantas portadoras:

 

(a)  plantas cultivadas para serem colhidas como produto agrícola (por exemplo, árvores cultivadas para o uso como madeira);

 

(b)  plantas cultivadas para a produção de produtos agrícolas, quando a possibilidade maior do que remota de que a entidade também vai colher e vender a planta como produto agrícola, exceto as vendas de sucata como incidentais (por exemplo, árvores que são cultivadas por seus frutos e sua madeira); e

 

(c)  culturas anuais (por exemplo, milho e trigo). (Incluído pela Revisão CPC 08)

 

5B Quando as plantas portadoras não são mais utilizadas para a produção de produtos, elas podem ser cortadas e vendidas como sucata, por exemplo, para uso como lenha. Essas vendas de sucata incidentais o impedem a planta de satisfazer à definição de planta portadora. (Incluído pela Revisão CPC 08)

 

5C.   Produto em desenvolvimento de planta portadora é ativo biológico. (Incluído pela Revisão CPC

08)

 

6.      Atividade agrícola compreende uma série de atividades, por exemplo, aumento de rebanhos, silvicultura, colheita anual ou constante, cultivo de pomares e de plantações, floricultura e cultura aquática (incluindo criação de peixes). Certas características comuns existem dentro dessa diversidade:

 

(a) capacidade de mudaa. Animais e plantas vivos são capazes de transformações biológicas;

 

(b) gerenciamento de mudança. O gerenciamento facilita a transformão biológica, promovendo, ou pelo menos estabilizando, as condições necessárias para que o processo ocorra (por exemplo, nível de nutrientes, umidade, temperatura, fertilidade, luz). Tal gerenciamento é que distingue as atividades agrícolas de outras atividades. Por exemplo, colher de fontes não gerenciadas, tais como pesca no oceano ou desflorestamento,  não é atividade agrícola; e


 

(c) mensuração da mudança. A mudança na qualidade (por exemplo, mérito genético, densidade, amadurecimento, nível de gordura, conteúdo proteico e resistência da fibra) ou quantidade  (por  exemplo,  descendência,  peso,  metros  cúbicos,  comprimento  e/ou diâmetro da fibra e a quantidade de brotos) causada pela transformação biológica ou colheita é mensurada e monitorada como uma função rotineira de gerenciamento.

 

7.      Transformação biológica resulta dos seguintes eventos:

 

(a)  mudanças de ativos por meio de (i) crescimento (aumento em quantidade ou melhoria na qualidade do animal ou planta), (ii) degeneração (redução na quantidade ou deterioração na qualidade de animal ou planta) ou (iii) procriação (geração adicional de animais ou plantas); ou

 

(b)  produção de produtos agrícolas, tais como látex, folhas de chá, lã, leite.

 

Definições gerais

 

8.      Os seguintes termos são usados neste Pronunciamento com significados específicos:

 

Mercado ativo é aquele em que existem todas as seguintes condições: (a)  os itens negociados dentro do mercado são homogêneos;

(b)  compradores e vendedores dispostos à negociação podem ser normalmente encontrados, a qualquer momento; e

 

(c)  os preços estão disponíveis para o público. (Eliminada pela Revisão CPC 03)

 

Valor contábil é o montante pelo qual um ativo é reconhecido no balanço.

 

Valor justo é o valor pelo qual um ativo pode ser negociado, ou um passivo liquidado, entre partes interessadas, conhecedoras do negócio e independentes entre si, com a ausência de fatores que pressionem para a liquidação da transação ou que caracterizem uma transação compulria.

 

Valor justo é o preço que seria recebido pela venda de um ativo ou que seria pago pela transferência de um passivo em uma transação não forçada entre participantes do mercado na data de mensuração. (Ver Pronunciamento Técnico CPC 46 Mensuração do Valor Justo). (Alterada pela Revisão CPC 03)

 

Subvenção governamental é definida no Pronunciamento Técnico CPC 07 Subvenção e

Assistência Governamentais.

 

9.      O valor justo de ativo tem sua determinação baseada na sua localizão e nas condições atuais. Como consequência, por exemplo, o valor justo do gado na fazenda é o pro do mercado principal, menos a despesa de transporte e outras despesas necessárias para colocá-lo no referido mercado. (Eliminado pela Revisão CPC 03)

 

Reconhecimento e mensuração

 

10.    A  entidade deve reconhecer um  ativo biológico ou produto agrícola quando, e  somente quando:

 

(a)  controla o ativo como resultado de eventos passados;


 

(b)  for provável que benefícios econômicos futuros associados com o ativo fluio para a entidade; e

 

(c)  o valor justo ou o custo do ativo puder ser mensurado confiavelmente.

 

11.    Em atividade agrícola, o controle pode ser evidenciado, por exemplo, pela propriedade legal do gado e a sua marcação no momento da aquisição, nascimento ou época de desmama. Os benefícios econômicos futuros são, normalmente, determinados pela mensuração dos atributos físicos significativos.

 

12.    O ativo biológico deve ser mensurado ao valor justo menos a despesa de venda no momento do reconhecimento inicial e no final de cada período de competência, exceto para os casos descritos no item 30, em que o valor justo não pode ser mensurado de forma confiável.

 

13.    O produto agrícola colhido de ativos biológicos da entidade deve ser mensurado ao valor justo, menos a despesa de venda, no momento da colheita. O valor assim atribuído representa o custo, no momento da aplicação do Pronunciamento Técnico CPC 16 Estoques, ou outro Pronunciamento aplivel.

 

14.  (Eliminado).

 

15.    A determinação do valor justo para um ativo biológico ou produto agrícola pode ser facilitada pelo agrupamento destes, conforme os atributos significativos reconhecidos no mercado em que os preços são baseados, por exemplo, por idade ou qualidade. A entidade deve identificar os atributos que correspondem aos atributos usados no mercado como base para a fixação de preço.

 

15.    A mensuração do valor justo de ativo biológico ou produto agrícola pode ser facilitada pelo agrupamento destes, conforme os atributos significativos reconhecidos no mercado em que os preços são baseados, por exemplo, por idade ou qualidade. A entidade deve identificar os atributos que correspondem aos atributos usados no mercado como base para a fixação de preço. (Alterado pela Revisão CPC 03)

 

16.    Algumas entidades, frequentemente, fazem contratos para vender seus ativos biológicos ou produtos agrícolas em data futura. Os preços contratados não são, necessariamente, relevantes na determinação do valor justo porque este reflete o mercado corrente em que o comprador e o vendedor dispostos à transação a realizarão. Como consequência, o valor justo de ativo biológico ou produto agrícola não é ajustado em função da existência do contrato. Em alguns casos, um contrato para venda de ativo biológico ou produto agrícola pode ser um contrato oneroso, como definido no Pronunciamento Técnico CPC 25 Provies, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes e que se aplica aos contratos onerosos.

 

16.    Entidades, frequentemente, fazem contratos para vender seus ativos biológicos ou produtos agrícolas edata futura. Os preços contratados não são, necessariamente, relevantes na mensuração do valor justo porque este reflete as condições do mercado corrente em que compradores e vendedores participantes do mercado realizariam a transação. Como consequência, o valor justo de ativo biológico ou produto agrícola não deve ser ajustado em função da existência do contrato. Em alguns casos, um contrato para venda de ativo biológico ou produto agrícola pode ser um contrato oneroso, como definido no Pronunciamento Técnico CPC 25 Provies, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes e que é aplivel aos contratos onerosos. (Alterado pela Revisão CPC 03)


 

 

17.    Se existir mercado ativo para um ativo biológico ou produto agrícola, considerando sua localização e condições atuais, o preço cotado naquele mercado é a base apropriada para determinar o seu valor justo. Se a entidade tem acesso a diferentes mercados ativos, deve usar o mais relevante deles. Por exemplo, se a entidade tem acesso a dois mercados ativos, deve usar o preço vigente no mercado que pretende utilizar. (Eliminado pela Revisão CPC 03)

 

18.    Se não existir mercado ativo, a entidade deve utilizar, quando disponível, uma ou mais das seguintes alternativas para determinação do valor justo:

 

(a)  o  preço de  mercado da  transação mais  recente, considerando que não  tenha havido nenhuma mudança significativa nas circunstâncias econômicas entre a data da transação e a de encerramento das demonstrações contábeis;

 

(b)  preços de mercado de ativos similares com ajustes para refletir diferenças; e

 

(c)  padrões do setor, tais como o valor de pomar expresso pelo valor de embalagem pado de exportação, alqueires ou hectares, e o valor de gado expresso por quilograma ou arroba de carne. (Eliminado pela Revisão CPC 03)

 

19.    Em alguns casos, as fontes das informações mencionadas no item 18 podem sugerir diferentes conclusões sobre o valor justo do ativo biológico ou produto agrícola. Nessa situação, devem ser  avaliadas  e  ponderadaas  razões  para  essas  diferenças  de  forma  a  obter  a  melhor estimativa do valor justo, entre as opções existentes. (Eliminado pela Revisão CPC 03)

 

20.    Em  algumas circunstâncias, o preço ou valor determinado pelo mercado pode não estar disponível para um ativo biológico nas condições atuais. Nessas circunstâncias, a entidade deve utilizar o valor presente do fluxo de caixa líquido esperado do ativo, descontado à taxa corrente do mercado, para definição do valor justo. (Eliminado pela Revisão CPC 03)

 

21.    O objetivo do lculo do valor presente do fluxo de caixa quido esperado é o de determinar o valor justo do ativo biológico no local e nas condições atuais. A entidade deve considerar esse objetivo na determinão da taxa de desconto apropriada e na estimativa do fluxo de caixa quido esperado. Na determinação do valor presente do fluxo de caixa quido esperado, a entidade deve incluir a expectativa dos participantes do mercado sobre o fluxo de caixa quido que o ativo pode gerar no mais relevante dos mercados. (Eliminado pela Revisão CPC 03)

 

22.   A entidade não deve incluir na estimativa de fluxo de caixa quaisquer expectativas de financiamento de ativos, tributos ou restabelecimento do ativo biológico após a colheita (por exemplo, o custo de replantio de árvores em plantação após a colheita).

 

23.   O preço em uma transação entre comprador e vendedor dispostos à negociação, sem favorecimento das partes, está sujeito a variões do fluxo de caixa. O valor justo reflete a possibilidade de existência de tais variões. Assim, a entidade deve incorporar a expectativa sobre possíveis variões no fluxo de caixa na elaboração desse fluxo e na taxa de desconto, ou, ainda, a combinação dos dois. Na determinação da taxa de desconto, a entidade deve usar premissas consistentes com aquelas usadas na estimativa do fluxo de caixa esperado, para evitar omissão ou duplicação de premissas. (Eliminado pela Revisão CPC 03)

 

24.    Os custos podem, algumas vezes, aproximar-se do valor justo, particularmente, quando:

 

(a)  uma pequena transformação biológica ocorre desde o momento inicial (por exemplo, as árvores  fruferas  brotadas  a  partir  de  sementes  ou  mudas  plantadas  no  período


 

imediatamente anterior ao de encerramento das demonstrações contábeis); ou

 

(a)  uma pequena transformação biológica ocorre desde o momento inicial (por exemplo, mudas plantadas no período imediatamente anterior ao de encerramento das demonstrações contábeis ou gado recém-adquirido); ou (Alterada pela Revisão CPC 08)

 

(b)  não se espera que o impacto da transformação do ativo biológico sobre o preço seja material (por exemplo, para o crescimento inicial da plantação de pinos cujo ciclo de produção é de 30 anos).

 

25.    Ativos biológicos são, muitas vezes, implantados na terra (por exemplo, árvores de floresta plantada). Pode não existir um mercado separado para os referidos ativos, mas pode existir um mercado ativo para a combinação deles, isto é, para os ativos biológicos, terra nua e terras com  melhorias,  como  um  conjunto.  A  entidade  pode  usar  informões  sobre  ativos combinados para determinar o valor justo dos ativos biológicos. Por exemplo, o valor justo da terra nua e da terra com melhorias pode ser deduzido do valor justo dos ativos combinados, visando obter o valor justo do ativo biológico.

 

25.    Ativos biológicos são, muitas vezes, implantados na terra (por exemplo, árvores de floresta plantada). Pode não existir mercado separado para os  referidos ativos, mas pode existir mercado ativo para a combinação deles, isto é, para os ativos biológicos, terra nua e terras com  melhorias,  como  um  conjunto.  A  entidade  pode  usar  informões  sobre  ativos combinados para mensurar o valor justo dos ativos biológicos. Por exemplo, o valor justo da terra nua e da terra com melhorias pode ser deduzido do valor justo dos ativos combinados, visando obter o valor justo do ativo biológico. (Alterado pela Revisão CPC 03)

 

Ganhos e perdas

 

26.    O ganho ou a perda proveniente da mudança no valor justo menos a despesa de venda de ativo biológico reconhecido no momento inicial até o final de cada período deve ser incluído no resultado do exercício em que tiver origem.

 

27.    A perda pode ocorrer no reconhecimento inicial de ativo biológico porque as despesas de venda são deduzidas na determinação do valor justo. O ganho pode originar-se no reconhecimento inicial de ativo biológico, como quando ocorre o nascimento de bezerro.

 

28.    O ganho ou a perda proveniente do reconhecimento inicial do produto agrícola ao valor justo, menos a despesa de venda, deve ser incluído no resultado do período em que ocorrer.

 

29.    O ganho ou a perda pode originar-se no reconhecimento inicial do produto agrícola como resultado da colheita.

 

Incapacidade para mensurar de forma confiável o valor justo

 

30.    Há uma premissa de que o valor justo dos ativos biológicos pode ser mensurado de forma confiável. Contudo, tal premissa pode ser rejeitada no caso de ativo biológico cujo valor deveria ser determinado pelo mercado, pom, este não o tem disponível e as alternativas para estimá-los não são, claramente, confiáveis. Em tais situões, o ativo biológico deve ser mensurado ao custo, menos qualquer depreciação e perda por irrecuperabilidade acumuladas. Quando o valor justo de tal ativo biológico se tornar mensuvel de forma confiável, a entidade deve mensurá-lo ao seu valor justo menos as despesas de venda. Quando o ativo


 

biológico classificado no ativo não circulante satisfizer aos critérios para ser classificado como mantido para venda (ou incluído em grupo de ativo mantido para essa finalidade), de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 31 Ativo Não  Circulante Mantido para Venda e Operação Descontinuada, presume-se que o valor justo possa ser mensurado de forma confiável.

 

30.    Há uma premissa de que o valor justo dos ativos biológicos pode ser mensurado de forma confiável. Contudo, tal premissa pode ser rejeitada no caso de ativo biológico cujo valor deveria ser cotado pelo mercado, pom, este não o tem disponível e as alternativas para mensurá-los não são, claramente, confiáveis. Em tais situões, o ativo biológico deve ser mensurado ao custo, menos qualquer depreciação e perda por irrecuperabilidade acumuladas. Quando o valor justo de tal ativo biológico se tornar mensuvel de forma confiável, a entidade deve mensurá-lo ao seu valor justo menos as despesas de venda. Quando o ativo biológico classificado no ativo não circulante satisfizer aos critérios para ser classificado como mantido para venda (ou incluído em grupo de ativo mantido para essa finalidade), de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 31 Ativo Não Circulante Mantido para Venda e Operação Descontinuada, presume-se que o valor justo possa ser mensurado de forma confiável. (Alterado pela Revisão CPC 03)

 

31.    A presunção do item 30 pode ser rejeitada somente no reconhecimento inicial. A entidade que tenha mensurado previamente o ativo biológico ao seu valor justo, menos a despesa de venda, continuará a mensurá-lo assim até a sua venda.

 

32.    Em todos os casos, a entidade deve mensurar o produto agrícola no momento da colheita ao seu valor justo, menos a despesa de venda. Este Pronunciamento assume a premissa de que o valor justo do produto agrícola no momento da colheita pode ser sempre mensurado de forma confiável.

 

33.    Na determinação do custo, da depreciação e da perda por irrecuperabilidade acumuladas, a entidade deve considerar os Pronunciamentos Técnicos CPC 16 Estoques, CPC 27 Ativo Imobilizado e CPC 01 Redução ao Valor Recuperável de Ativos.

 

Subvenção governamental

 

34.    A subvenção governamental incondicional relacionada a um ativo biológico mensurado ao seu valor justo, menos a despesa de venda, deve ser reconhecida no resultado do período quando, e somente quando, se tornar recebível.

 

35.    Se a subvenção governamental relacionada com o ativo biológico mensurado ao seu valor justo menos a despesa de venda for condicional, inclusive quando exigir que a entidade não se envolva com uma atividade agrícola especificada, deve ser reconhecida no resultado quando, e somente quando, a condição for atendida.

 

36.    Os  termos  e  as  condições  das  subvençõegovernamentais  variam.  Por  exemplo,  uma subvenção pode requerer que a entidade agrícola cultive durante cinco anos em determinada localidade, devendo devolvê-la, integralmente, se o cultivo se der em período inferior. Nesse caso, a subvenção não pode ser reconhecida no resultado antes de se passarem os cinco anos. Contudo, se os termos contratuais permitirem a retenção do valor proporcional à passagem do tempo, seu reconhecimento contábil também deve ser proporcional.


 

37.    Se a subvenção governamental estiver relacionada com ativo biológico mensurado ao custo menos qualquer depreciação ou perda irrecuperável acumuladas (ver item 30), o Pronunciamento Técnico CPC 07 Subvenção e Assistência Governamentais deve ser aplicado.

 

38.    Este Pronunciamento exige tratamento diferente do Pronunciamento Técnico CPC 07 se a subvenção do governo se referir a ativo biológico mensurado pelo seu valor justo menos despesas estimadas de venda ou a subvenção do governo exigir que a entidade não se ocupe de uma atividade agrícola específica. O Pronunciamento Técnico CPC 07 é somente aplicado à subvenção governamental relacionada a ativo biológico mensurado pelo seu custo menos qualquer depreciação acumulada e quaisquer perdas irrecuperáveis acumuladas.

 

Divulgação

 

39.    (Eliminado.)

 

Geral

 

40.    A entidade deve divulgar o ganho ou a perda do período corrente em relação ao valor inicial do ativo biológico e do produto agrícola e, tamm, os decorrentes da mudança no valor justo, menos a despesa de venda dos ativos biológicos.

 

41.    A entidade deve fornecer uma descrição de cada grupo de ativos biológicos.

 

42.    A divulgação requerida pelo item 41 pode ter a forma dissertativa ou quantitativa.

 

43.    A entidade é encorajada a fornecer uma descrição da quantidade de cada grupo de ativos biológicos, distinguindo entre  consuveis e  de  produção ou  entre maduros e  imaturos, conforme apropriado. Por exemplo, a entidade pode divulgar o total de ativos biológicos passíveis de serem consumidos e aqueles disponíveis para produção por grupos. A entidade pode, além disso, dividir aquele total entre ativos maduros e imaturos. Essas distinções podem ser úteis na determinação da influência do tempo no fluxo de caixa futuro. A entidade deve divulgar a base para realizar tais distinções.

 

44.    Ativos biológicos consuveis são aqueles passíveis de serem colhidos como produto agrícola ou vendidos como ativos biológicos. Exemplos de ativos biológicos consuveis são os rebanhos de animais mantidos para a produção de carne, rebanhos mantidos para a venda, produção de peixe, plantões de milho, cana-de-úcar, café, soja, laranja e trigo e árvores para produção de madeira. Ativos biológicos para produção são os demais tipos como por exemplo: rebanhos de animais para produção de leite, vinhas, árvores fruferas e árvores das quais se produz lenha por desbaste, mas com manutenção da árvore. Ativos biológicos de produção não são produtos agrícolas, são, sim, autorrenováveis.

 

44.    Ativos  biológicos  consuveis  são  aqueles  passíveis  de  serem  colhidos  como  produto agrícola ou vendidos como ativos biológicos. Exemplos de ativos biológicos consuveis são os rebanhos de animais mantidos para a produção de carne, rebanhos mantidos para a venda, produção de peixe, plantões de milho e trigo, produto de planta portadora e árvores para produção de madeira. Ativos biológicos para produção são os demais tipos como, por exemplo: rebanhos de animais para produção de leite; árvores fruferas, das quais é colhido o fruto. Ativos biológicos de produção (plantas portadoras) não são produtos agrícolas, são,


 

sim, mantidos para produzir produtos. (Alterado pela Revisão CPC 08)

 

45.    Ativos biológicos podem  ser  classificados como  maduros ou  imaturos.  Os  maduros são aqueles que alcançaram a condição para serem colhidos (ativos biológicos consuveis) ou estão aptos para sustentar colheitas regulares (ativos biológicos de produção).

 

46.    As demonstrações contábeis devem divulgar, caso isso não tenha sido feito de outra forma: (a)  a natureza das atividades envolvendo cada grupo de ativos biológicos; e

(b)  mensurações ou estimativas não financeiras de quantidade físicas: (i)  de cada grupo de ativos biológicos no final do período; e

(ii)  da produção agrícola durante o período.

 

47.    A entidade deve evidenciar o método e as premissas significativas aplicados na determinação do valor justo de cada grupo de produto agrícola no momento da colheita e de cada grupo de ativos biológicos. (Eliminado pela Revisão CPC 03)

 

48.    A entidade deve divulgar o valor justo, menos a despesa de venda do produto agrícola colhido durante o período, determinado no momento da colheita. (Eliminado pela Revisão CPC 03)

 

49.    A entidade deve divulgar:

 

(a)  a existência e o total de ativos biológicos cuja titularidade legal seja restrita, e o montante deles dado como garantia de exigibilidades;

 

(b)  o montante de compromissos relacionados com o desenvolvimento ou aquisição de ativos biológicos; e

 

(c)  as  estratégias  de  administração  de  riscos  financeiros  relacionadas  com  a  atividade agrícola.

 

50.    A entidade deve apresentar a conciliação das mudanças no valor contábil de ativos biológicos entre o início e o fim do período corrente. A conciliação inclui:

 

(a)  ganho ou perda decorrente da mudança no valor justo menos a despesa de venda; (b)  aumentos devido às compras;

(c)  reduções atribuíveis às vendas e aos ativos biológicos classificados como mantidos para venda ou incluídos em grupo de ativos mantidos para essa finalidade, de acordo com o Pronunciamento  Técnico  CPC  31   Ativo  Não  Circulante  Mantido  para  Venda  e Operação Descontinuada;

 

(d)  reduções devidas às colheitas;

 

(e)  aumento resultante de combinação de negócios;

 

(f)   diferenças cambiais quidas decorrentes de conversão das demonstrações contábeis para outra  moeda  de  apresentação  e,  também,  de  conversão  de  operações  em  moeda estrangeira para a moeda de apresentação das demonstrações da entidade; e

 

(g)    outras mudanças.

 

51.    O valor justo, menos a despesa de venda de um ativo biológico pode se alterar devido a mudanças físicas e também de preços no mercado. Divulgações separadas são úteis para


 

avaliar o desempenho do período corrente e para projões futuras, particularmente quando há um ciclo de produção que compreende período superior a um ano. Em tais casos, a entidade é encorajada a divulgar, por grupo, ou de outra forma, o total da mudança no valor justo menos a despesa de venda, incluído no resultado, referente às mudanças físicas e de preços no mercado. Geralmente, essa informação não é tão útil quando o ciclo de produção é menor que um ano (por exemplo, quando se criam frangos ou se cultivam cereais).

 

52.    A transformação biológica resulta em várias mudanças físicas crescimento, degeneração, produção e procriação, podendo cada uma delas ser observada e mensurada. Cada uma dessas mudanças físicas tem relação direta com os benefícios econômicos futuros. A mudança no valor justo de ativo biológico devido à colheita também é uma mudança física.

 

53.    A atividade agrícola é, frequentemente, exposta aos riscos climáticos, de doenças e outros riscos naturais. Se um evento ocorre e origem a um item material de receita ou despesa, a natureza e o total devem ser divulgados de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis. Exemplos de tais eventos incluem surtos de viroses, inundões, seca, geada e praga de insetos.

 

Divulgação adicional para ativo biológico cujo valor justo não pode ser mensurado de forma confiável

 

54.    Se a entidade mensura ativos biológicos pelo custo, menos qualquer depreciação e perda no valor recuperável acumuladas (ver item 30), no final do período deve divulgar:

 

(a)  uma descrição dos ativos biológicos;

 

(b)  uma explicação da razão pela qual o valor justo não pode ser mensurado de forma confiável;

 

(c)  se possível, uma faixa de estimativas dentro da qual existe alta probabilidade de se encontrar o valor justo;

 

(d)  o método de depreciação utilizado;

 

(e)  a vida útil ou a taxa de depreciação utilizada; e

 

(f o total bruto e a depreciação acumulada (adicionada da perda por irrecuperabilidade acumulada) no início e no final do período.

 

55.    Se durante o período corrente a entidade mensura os ativos biológicos ao seu custo menos depreciação e perda no valor recupevel acumuladas (ver item 30), deve divulgar qualquer ganho ou perda reconhecido sobre a venda de tais ativos biológicos, e a conciliação requerida pelo item 50 deve evidenciar o total relacionado com tais ativos, separadamente. Adicionalmente, a conciliação deve conter os seguintes montantes, incluídos no resultado e decorrentes daqueles ativos biológicos:

 

(a)  perdas irrecuperáveis;

 

(b)  reversão de perdas no valor recuperável; e

 

(c)  depreciação.

 

56.    Se o valor justo dos ativos biológicos, previamente mensurados ao custo, menos qualquer depreciação e perda no valor recupevel acumuladas se tornar mensuvel de forma confiável durante o período corrente, a entidade deve divulgar:


 

(a)  uma descrição dos ativos biológicos;

 

(b)  uma explicação da razão pela qual a mensuração do valor justo se tornou mensuvel de forma confiável; e

 

(c)  o efeito da mudança.

 

Subvenção governamental

 

57.    A entidade deve fazer as seguintes divulgações:

 

(a)  a natureza e a extensão das subvenções governamentais reconhecidas nas demonstrações contábeis;

 

(b)  condições    não    atendidas   e   outras    contingências    associadas    com    a   subvenção governamental; e

 

(c)  reduções significativas esperadas no nível de subvenções governamentais.

 

58 a 62. (Eliminados).

 

63.    No período em que são aplicadas, pela primeira vez, as alterações pertinentes a plantas portadoras, a entidade não precisa divulgar as informões quantitativas exigidas pelo item

28(f) do CPC 23 para o período atual. No entanto, a entidade deve apresentar as informações quantitativas exigidas pelo item 28(f) do CPC 23 para cada período anterior apresentado. (Incluído pela Revisão CPC 08)

 

 

 

 

Apêndice Exemplos ilustrativos

 

Este Apêndice acompanha, mas não faz parte do Pronunciamento. O Exemplo 1 ilustra como as evidenciações solicitadas no Pronunciamento podem ser  utilizadas por uma fazenda de  gado leiteiro. Este Pronunciamento encoraja a separação da mudança no valor justo menos despesa de venda dos ativos biológicos entre mudanças sicas e mudanças de pro.

 

A separação é refletida no Exemplo 1. O Exemplo 2 ilustra como separar mudanças físicas e de preços.

 

A demonstração contábil no Exemplo 1 não está de acordo com todos os requisitos exigidos de evidenciação e de apresentação de todos os Pronunciamentos do CPC. Portanto, alterações podem ser apropriadas.

 

Exemplo 1

 

XYZ Ltda. Balanço Patrimonial

 

Notas

31 dezembro/X1

31 dezembro/X0

ATIVO

 

Ativo circulante

 

Caixa

 

Contas a receber e outros recebíveis

 

 

 

 

10.000

 

88.000

 

 

 

10.000

 

65.000


 

Estoques

 

Total do ativo circulante

 

Ativo não circulante

 

Ativo imobilizado

 

Rebanho para leite imaturosa Rebanho para leite madurosa Subtotal ativos biológicos

Equipamentos (líquido)

 

Total do ativo não circulante

 

 

Total do ativo

 

 

 

 

PATRIMÔNIO LÍQUIDO E PASSIVO Passivo circulante

Fornecedores e outras contas a pagar

 

Total do passivo circulante

 

 

Patrimônio Líquido Capital realizado Reservas

Total do patrimônio quido

 

 

Total do patrimônio quido e passivo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(3)

82.950

 

180.950

 

 

 

 

52.060

 

372.990

 

425.050

 

1.462.650

 

1.887.700

 

 

2.068.650

 

 

 

 

 

 

 

165.822

 

165.822

 

 

 

 

1.000.000

 

902.828

 

1.902.828

 

 

2.068.650

70.650

 

145.650

 

 

 

 

47.730

 

411.840

 

459.570

 

1.409.800

 

1.869.370

 

 

2.015.020

 

 

 

 

 

 

 

150.020

 

150.020

 

 

 

 

1.000.000

 

865.000

 

1.865.000

 

 

2.015.020

 

(a)  A entidade é encorajada, mas não obrigada, a fornecer uma descrição quantitativa de cada grupo de ativos biológicos, distinguindo entre ativos para consumo e para produção ou entre ativos maduros e imaturos, conforme apropriado. A entidade deve divulgar a base para a definição de tais distinções.

 

XYZ Ltda.

Demonstração do Resultado do Período *

 

Notas

Exercício encerrado em 31/12/20X1

 

Valor da venda do leite produzido

 

Ganho decorrente da mudança de valor  justo  menos a despesa estimada de venda do rebanho para produção de leite

 

 

Materiais consumidos Mão-de-obra Depreciação

Outros custos

 

 

 

 

(3)

 

518.240

 

 

 

39.930

 

558.170 (137.523) (127.283) (15.250) (197.092)


 

 

Lucro da operação

 

Imposto sobre o resultado

 

Lucro do período


(477.148)

 

81.022

 

(43.194)

 

37.828


 

 

(*)  Esta Demonstração do Resultado classifica os gastos conforme sua natureza, de acordo com o permitido  pelo  Pronunciamento  Técnico  CPC  26   Apresentação  das  Demonstrações Contábeis, o qual determina que, se a demonstrão não tiver esse formato, deve ter seus gastos assim dispostos em notas explicativas. O Pronunciamento Técnico CPC 26 encoraja a apresentação de análise das despesas da Demonstração do Resultado.

 

 

 

Demonstração da Mutação do Patrimônio Líquido

XYZ Ltda.

Encerrada em 31 de dezembro de 20X1

 

 

 

 

Saldo inicial em janeiro 20X1

 

Lucro do período

 

Saldo final em 31 dezembro 20X1

 

Capital

 

 

1.000.000

 

 

1.000.000

 

Lucros Retidos

 

 

865.000

 

37.828

 

902.828

 

Total

 

 

1.865.000

 

37.828

 

1.902.828

 

 


Demonstração dos Fluxos de Caixa*

XYZ Ltda.

 

 

 

 

Fluxo     de      caixa     proveniente     das      atividades operacionais

 

Recebimento das vendas de leite Recebimento das vendas de rebanho Pagamento de fornecedores e empregados Pagamento pela compra de rebanho

 

 

Pagamento de tributos sobre resultados

 

Caixa quido das operões

 

 

Fluxo   d caixa   provenient das   atividades   de investimento

 

Aquisição de imobilizado

 

Caixa quido das atividades de investimento

 

 

Aumento líquido de caixa Caixa no início do período Caixa no final do período


 

 

 

Exercício encerrado em

31/12/20X1

 

 

 

 

498.027

 

97.913 (460.831) (23.815)

111.294

 

(43.194)

 

68.100

 

 

 

 

(68.100)

 

 

(68.100)

 

 

0

 

10.000


 

10.000

 

 

(*)  Esta Demonstração dos Fluxos de Caixa informa o caixa decorrente das operações usando o método direto.

 

Notas

 

 

1 Atividades principais e operões

 

A companhia XYZ Ltda. desenvolve a atividade de produção de leite para fornecimento a vários clientes. Em 31 de dezembro de 20X1, a companhia mantinha 419 cabeças de vacas para a produção  de leite (ativos maduros)  e 137 bezerros  para  produção futura de leite (ativos imaturos). A companhia produziu 157.584  kg de leite pelo valor  justo, menos a despesa de venda, de $ 518.240 (que foi determinado no momento da extração do leite) no exercício social encerrado no dia 31 de dezembro de 20X1.

 

 

2 Poticas contábeis

 

Rebanho de leite

 

Os rebanhos são mensurados pelo valor  justo menos a despesa de venda. O valor  justo é determinado com base no preço de mercado de ativos com idade, raça e qualidades genéticas similares. O leite é inicialmente  mensurado pelo valor  justo menos a despesa de venda no momento da extração e com base no preço de mercado local.

 

3 Ativos biológicos

 

Conciliação do total contabilizado do rebanho leiteiro

 

Total contabilizado em de janeiro 20X1

 

Aumento em função de compras