COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS

ICPC 16 - Extinção de Passivos Financeiros com Instrumentos Patrimoniais


Referências

 

 

  CPC  00   Estrutura  Conceitual  para  Elaboração  e  Divulgação  de  Relatório  Contábil- Financeiro

  CPC 10 Pagamento Baseado em Ações

  CPC 15 – Combinação de Negócios

  CPC 23 Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro

  CPC 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis

            CPC 38  Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração (Eliminado pela Revisão

CPC 12)

  CPC 48 Instrumentos Financeiros (Incluído pela Revisão CPC 12)

  CPC 39 Instrumentos Financeiros: Apresentação

  CPC 46 – Mensuração do Valor Justo (Incluído pela Revisão ICPC 01)

 

Antecedentes

 

1.      Um devedor e um credor podem renegociar os termos de um passivo financeiro mediante a emissão  de  instrumentos  patrimoniais  próprios  do  devedor  para  o  credor,  tendo  como resultado a extinção parcial ou total desse passivo. Essas operações são muitas vezes denominadas debt for equity swaps.

 

Alcance

 

2.      Esta Interpretação trata da contabilização por uma entidade quando  as condições de um passivo financeiro são renegociadas e resultam na emissão de instrumentos patrimoniais da entidade  ao  seu  credor  para  a  extinção  total  ou  parcial  do  passivo  financeiro.  Esta


 

 

Interpretação não trata da contabilização por parte do credor.

 

3.      A entidade não deve aplicar esta Interpretação às operações em situões em que:

 

(a)  o credor é também direta ou indiretamente sócio ou acionista que está agindo nessa sua qualidade de sócio ou acionista direto ou indireto;

 

(b)  o credor e a entidade são controlados pela mesma parte ou partes, antes e depois da operação e a essência da transação inclui a distribuição de capital pela entidade, ou contribuição para a entidade;

 

(c)  a extinção do passivo financeiro por meio da emissão de instrumentos patrimoniais está em conformidade com as condições originais do passivo financeiro.

 

Questões

 

 

4.      Esta interpretação aborda as seguintes questões:

 

(a)  São r etribui ção  p a ga ,  d e  a cordo  com  o  it em  41  do  P ronunciamento  T écn ico  C P C  38,  os   instrumentos patrimoniais de uma entidade emitidos para extinguir a  totalidade ou parte de um passivo financeiro?

 

(a) São retribuição paga”, de acordo com o item 3.3.3 do CPC 48, os instrumentos patrimoniais da entidade emitidos para extinguir a totalidade ou parte do passivo financeiro? (Alterada pela Revisão CPC 12)

 

(b) Como a entidade deve mensurar inicialmente os instrumentos patrimoniais próprios emitidos para extinguir tal responsabilidade financeira?

 

(c)  Como a entidade deve contabilizar qualquer diferença entre o valor contábil do passivo financeiro extinto e a mensuração inicial dos instrumentos patrimoniais emitidos?

 

Consenso

 

5.      A questão da emissão dos instrumentos patrimoniais da entidade a um credor para extinguir a totalidade ou parte de um passivo financeiro é retribuição paga em conformidade com o item

41  do  CPC  38.  entidade  deve  remover  um  passivo  financeiro  (ou  parte  de  passivo financeiro) de seu balanço patrimonial quando, e apenas quando, for extinto, de acordo com o item 39 do CPC 38.

 

5.      A questão da emissão dos instrumentos patrimoniais da entidade ao credor para extinguir a totalidade ou parte de passivo financeiro é retribuição paga em conformidade com o item

3.3.3 do CPC 48. A entidade deve remover o passivo financeiro (ou parte de passivo financeiro) de seu balanço patrimonial quando, e apenas quando, for extinto, de acordo com o item 3.3.1 do CPC 48. (Alterado pela Revisão CPC 12)

 

6.      Quando instrumentos patrimoniais próprios emitidos para o credor para extinguir a totalidade ou parte de um passivo financeiro são inicialmente reconhecidos, a entidade deve mensurá-los pelo valor justo dos instrumentos patrimoniais emitidos, a menos que o valor justo não possa ser mensurado.


 

 

 

 

7.      Se o valor justo dos instrumentos patrimoniais próprios emitidos não puder ser mensurado, os instrumentos patrimoniais próprios devem ser mensurados pelo valor justo do passivo financeiro extinto. Ao mensurar o valor justo de um passivo financeiro extinto que inclua característica de demanda (por exemplo, depósito à vista), o item 49 do CPC 38 não deve ser aplicado.

 

7.      Se o valor justo dos instrumentos patrimoniais próprios emitidos não puder ser mensurado, os instrumentos patrimoniais próprios devem ser mensurados pelo valor justo do passivo financeiro extinto. Ao mensurar o valor justo de passivo financeiro extinto que inclua característica de demanda (por exemplo, depósito à vista), o item 47 do CPC 46 não deve ser aplicado. (Alterado pela Revisão ICPC 01)

 

8.      Se apenas parte do passivo financeiro é extinto, a entidade deve avaliar se parte da retribuição paga refere-se a uma modificação dos termos da responsabilidade que remanesce.  Se parte do valor pago se refere a uma modificação dos termos da parte remanescente do passivo, a entidade deve alocar a retribuição paga entre a parte da responsabilidade extinta e a parte do passivo remanescente. A entidade deve considerar todos os fatos e circunstâncias relevantes relativos à operação ao fazer essa alocação.

 

9.      A diferença entre o valor contábil do passivo financeiro (ou parte do passivo financeiro) extinto e a retribuição paga deve ser reconhecida no resultado do período em conformidade com o item 41 do CPC 38. Os instrumentos patrimoniais próprios devem ser reconhecidos inicialmente e mensurados na data em que o passivo financeiro (ou parte desse passivo) for extinto.

 

9.      A diferença entre o valor contábil do passivo financeiro (ou parte do passivo financeiro) extinto e a retribuição paga deve ser reconhecida no resultado do período em conformidade com o item 3.3.3 do CPC 48. Os instrumentos patrimoniais próprios devem ser reconhecidos inicialmente e mensurados na data em que o passivo financeiro (ou parte desse passivo) for extinto. (Alterado pela Revisão CPC 12)

 

10.    Quando apenas parte do passivo financeiro for extinto, o valor deverá ser atribuído de acordo com o item 8 desta Interpretação. A importância atribuída à parte remanescente do passivo financeiro fará parte da avaliação se as condições dessa parcela remanescente tiverem sido substancialmente  modificadas.  Se  o  passivo  remanescente  tiver  sido  substancialmente alterado, a entidade deve contabilizar a alteração como extinção da obrigação original e o reconhecimento de novo passivo como requerido pelo item 40 do CPC 38.

 

10.    Quando apenas parte do passivo financeiro for extinto, o valor deve ser atribuído de acordo com o item 8 desta interpretação. A importância atribuída à parte remanescente do passivo financeiro fará parte da avaliação se as condições dessa parcela remanescente tiverem sido substancialmente  modificadas.  Se  o  passivo  remanescente  tiver  sido  substancialmente alterado, a entidade deve contabilizar a alteração como extinção da obrigação original e o reconhecimento de novo passivo como requerido pelo item 3.3.2 do CPC 48. (Alterado pela Revisão CPC 12)


 

 

11.    A entidade deve divulgar o ganho ou a perda reconhecido de acordo com os itens 9 e 10 como item separado na demonstração do resultado ou em nota explicativa.

 

Data de transição

 

12.    (Eliminado).

 

13.    A entidade deve aplicar uma alteração de prática contábil de acordo com o Pronunciamento

Técnico CPC 23 a partir do início do primeiro período comparativo apresentado.